quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O Folclore do Nosso Município

O Folclore de Bom Conselho

O folclore do nosso município é contado no livro "De capacaça a Bom Conselho, uma visão pessoal" escrito pela professora Celina Ferro, onde conta com riquezas de detalhes a história do nosso município ressaltando nossa cultura, a política, a religião e  a educação, mostra realmente a identidade cultural da nossa papa caça querida.

CULTURA
FOLCLORE

De modo geral a nossa cultura é constituída de conhecimentos básicos indispensáveis para a nossa convivência, entretanto pouco se conserva de nosso patrimônio histórico e cultural.
Partindo dos nossos hábitos, que já perderam com as novas gerações e as interferências de outras regiões e até as importadas, porém resistindo a tudo e a todos ainda encontramos em nossa zona rural os mais puros grupos folclóricos como os aboiadores, os reisados, os cocos de roda, as zabumbas, as cantadeira de incelencia, os pastoris, jogos populares, as cantigas de roda e as brincadeiras infantis. Na área urbana temos grupos que desenvolvem essas atividades, como as escolas, o Núcleo da FUNDAC, etc., se apresentando sempre nas festas internas ou quando solicitadas, resistindo as inovações culturais.

ARTESANATO E ARTE
A nossa região é muito rica e variada em artesanato, haja visto contarmos com mais de uma centena de artesões cadastrados na casa de arte e cultura Gervásio Vieira Pires, inaugurada recentemente para apoiar o artesão local.
Dividindo por área temos:
Nos trabalhos com fios, existe um numero indefinido de jovens e mulheres que trabalham com as técnicas de crochê, tricôs, tapeçaria, bordados á amo e á maquina, costuras, metalassê, etc., muitos deles ligado a FUNDAC.
Outros artesões independentes trabalham com tecelagem, macramé com cordas pinturas em tecidos, serigrafia, pinturas em nogueiro ou nogueirama, destacando nesta arte Fernando Lima, pintor primitivista.

ESCULTORES

Como escultores em madeira temos grandes artistas, os mais importantes são:
+ Irineu Feitosa, grande mestre que passou para muitos jovens a técnica e a arte de entalhe. Junto a sua esposa, Dalva Feitosa, trabalhou muitos anos na fabricação de imagens de gesso dos santos mais conhecidos e as figuras dos presépios da cidade.
+ Eduardo discípulo de Sr. Irineu que desenvolve um trabalho de muita qualidade.
+ Cláudio Anjo, herdou de seu pai, o velho Anjo, o talento para o desenvolvimento de uma técnica e uma ate tão valorizada. Participou de vários salões em Recife sempre com destaque.
+ Natalício Góes, residindo atualmente no sul do pais, desempenhou sua arte com muito destaque e talento. Realizou varias exposições em Maceió e em Garanhuns.
+ Antonio Francelino, desenvolve o seu trabalho de forma magistral, tendo suas peças “ O CAÇADOR”, símbolo de Bom Conselho de Papacaça.
+ Adriano Santana e seu pai Zeneto Santana, dois talentos em uma só casa, completando o cenário de nossos escultores.
PINTURA EM TELA
Muitos são os talentos nesta área. Temos as pintoras Berenice Vieira Belas, Eronisia Azevedo, Irene Alves, Telma Beijoino, Auxiliadora Vieira Pires, Filha do saudoso Gervásio Pires, e outras Porem, entre telas e pinceis uma família se destaca pelo talento, técnica e arte, Nara Tavares e as filhas Carmem Cleide formada em comunicação visual pela UFPE e participante de varias exposições e salões de arte em Recife e Carmem Lucia, médica geriatra, que na horas vagas trabalha com pinceis maravilhosamente.

MÚSICA

O maior destaque para as notas musicais fica com o talentoso José Duarte, autodidata, possuidor de peças musicais, valsas, machas carnavalescas, hinos religiosos, maestro da antiga Banda de musica Villa – Lobos.
Outro talento que destacamos é o musico Sebastião Moraes, o conhecidíssimo Basto Peroba, que desde pequeno toca acordeom, chegando a ser comparado com os grandes mestres da “sanfona”. Participou da gravação de muitos discos, de cantores nordestinos. Atualmente é proprietário do conjunto Metamorfose Musical e também “ Basto Peroba e seu Regional”, muito solicitado nos períodos juninos.
EM CENA, LEDA!
Após um tempo distante, volta a Bom Conselho a estudante de historia natural, leda Cavalcanti. Com a sua chegada a nossa cidade passou a se transformar. Contratada posteriormente pelo colégio Frei Caetano, leda se encarregou das aulas de educação física e daí para as aulas de teatro foi um pulo. Desenvolveu um trabalho muito bonito e deixou plantadas as sementes de sua arte no corpo de Balizas do colégio Frei Caetano de messina e em muitas outras áreas. Realizou grandes espetáculos de danças e desfiles colaborando com o desenvolvimento cultural.
PEDRO DE LARA – O excêntrico que deu certo.
São poucas as noticias deste bonconselhense, quase tudo que se sabe a seu respeito é o que se vê e ouve pela televisão.
Infância de menino pobre, desde cedo já ajudava ao medico da cidade, chamado Dr. Lessa. Eram recados, mandados e la ia Pedro de Lara, como era conhecido.
Diante de quadro de tamanha pobreza, o pequeno Pedro resolveu partir para outras terras. Lá se foi, com apenas doze anos de idade. Após muitas lutas, estudo re dedicação, desponta para o Brasil o esotérico Pedro de Lara, profundo conhecedor dos segredos dos sonhos e da grafologia, alcançando grande sucesso.
Nunca voltou a sua terra natal, porem na ocasião do “campeonato das cidades”, programa apresentado pela televisão Jornal do Comercio, foi solicitada a sua presença e o mesmo compareceu, contribuindo para a vitória na disputa com surubim, terra do saudoso Chacrinha.
Sempre que fala de sua terra, de suas lembranças, fala de forma folclórica e extravagante levando as pessoas a duvidar de sua seriedade, porém suas verdades variam de acordo com suas fantasias.
Esta figura controvertida conseguiu vencer longe de sua terra e sempre fala de seu Papacaça com carinho dos que amam sua terra natal.
VALORES DO PASSADO
Entre os valores do passado podemos destacar a pianista Iracema Tenório Braga, que em sua juventude chegou a dar concertos no teatro Santa Isabel, no Recife.

D. Iracema ou vó Iracema como gostava que seus alunos a chamassem, foi uma artista que viveu entre nós bom-conselhenses, com o seu grande talento, ensinado os princípios de musica, piano e desenho a varias gerações de jovens, ora no colégio são Geraldo, ora em sua residência sempre com carinho, técnica e talento.
Apos sua morte ficou esta lacuna que jamais foi preenchida.

Outro grande artista foi o pintor Joaquim Correntao, como era conhecido. De Tamanho talento foi responsável pela pintura da igreja matriz e da Ermida de santa Terezinha. Contavam os mais velhos, que certa vez, ao procurar emprego de pintor, chegou a uma construção e o mestre – de – obras não acreditou na sua capacidade profissional. Percebendo o que se passava na cabeça do tal homem, Joaquim ficou magoado e quando chegou a hora do almoço,todos largaram e foram embora. Nosso artista resolveu dar uma lição; desenhou e pintou uma mosca na parede que havia sido pintada. Quando o mestre voltou, tentou varias vezes tirar o inseto até quando percebeu perguntou quem era o autor de tal brincadeira Joaquim se apresentou e falou que era sua. Apesar de esta com muita raiva, o mestre- de – obras o contratou, pois reconhecera o seu talento.
POETAS MODERNOS
CARLOS ALBERTO BARROS DE SENA
Ou simplesmente, CARLOS SENA:
Autor de três livros de poesias: “sujeito composto” (1981); “ Frente e Verso” (1983); “ Verbo ser”, onde ele fala de si, da sua infância, dos seus sonhos e das suas insônia. Transcreve suas emoções de forma direta, também suas criticas ás condições de vida ou subvida do povo nordestino. Não poderia faltar o poema dedicado aos amigos de infância e até a “Zé bebinho”, que o assustava nos becos por onde passava, todos os seus livros estão com as edições esgotadas.
DORALICE SORES DE MORAES:

Apesar de nova entre os poetas, já s e encontra com o seu primeiro livro “reticências de vida” esgotado.
São poesias que falam da busca interior, uma procura do conhecimento mais profundo do ser.
O seu estilo difere dos demais, não tem nome nenhum dos seus poemas do seu primeiro livro. Já se encontra em fase de publicação o seu segundo livro.

LITERATURA
Pouco é divulgado entre os bonconselhense,o valor de seu filho mais ilustre, DANTAS BARRETO. Alem de general, herói da guerra do Paraguai e governador do estado de Pernambuco, foi também escritor, chegando a se tornar imortal na Academia Brasileira De Letras, entre suas obras podemos destacar: “Margarida Nobre”, “ Destruição de Canudos”,”Acidentes de Guerra”, “Impressões militares”, Expedições a Mato Grosso”, “Comentários”, Ultima expedição Contra Canudos”, e a peça em 4 atos” A condessa Herminia” Escreveu para numerosos periódicos, entre eles a “revista Americana” e a “Revista da SOCIEDADE fênix Literária”, Onde são encontrados os seus trabalhos: “ Dois pintores da renascença”, “ O Plebeu e a Fidalga” “ A Poesia do século XIX.

Referênciabibliográfica
FERRO, Celina. De Capacaça a Bom Conselho, uma visão pessoal disponível em: http://www.bomconselhopapacaca.com.br/livrocelina.htm. Acesso em 25/10/2011.

A leitura das temáticas que caracterizam o folclore de Bom Conselho acima citadas foram estudadas em grupos e socilaizadas, com o objetivo de conhecer melhor o lugar em que vivemos, conhecer nosso passado para entendermos a sociedade que somos hoje, revivendo nossa identidade e raiz cultural. 

mapa da microrregião do Agreste pernambucano

cartaz confeccionado e organizado pelos jovens

Cinema




terça-feira, 25 de outubro de 2011

Semana da Pátria

Símbolos Pátrios

Através da exploração dos significados dos símbolos nacionais ( hinos e bandeiras) tivemos a oportunidade de conhecer a história do nosso país, do nosso estado e município. Resgatando o espírito do patriotismo nos jovens e nos outros cidadãos, pois resgatar o amor a nossa pátria é ressaltar a importância de cada cidadão na costrução da nossa história.

Símbolos nacionais
Significados

Os símbolos nacionais são quatro: a Bandeira, as Armas, o Selo e o Hino. Em cerimônias, eventos esportivos, documentos importantes e localidades oficiais, esses símbolos representam o Brasil - por isso, devem ser respeitados por todos os cidadãos. São os símbolos nacionais que nos identificam como nação, como pessoas que compartilham uma mesma terra e uma mesma língua.

Nas escolas, por exemplo, o hasteamento da Bandeira Nacional é obrigatório, pelo menos uma vez por semana, durante todo o ano letivo.

As Armas Nacionais devem ser usadas obrigatoriamente no Palácio da Presidência da República, nos edifícios-sede dos Ministérios, nas Casas do Congresso Nacional, no Supremo Tribunal Federal, nos Tribunais Superiores e nos Tribunais Federais de Recursos. Também têm que ser usadas nos edifícios-sede dos poderes executivo, legislativo e judiciário dos Estados, Territórios e Distrito Federal, nas Prefeituras e Câmaras Municipais, na frente dos edifícios das repartições públicas federais, nos quartéis do Exército, Marinha e Aeronáutica e das polícias e corpos de bombeiros militares, bem como nos seus armamentos, nas fortalezas e nos navios de guerra. As Armas Nacionais devem aparecer também na fachada ou no salão principal das escolas públicas, nos papéis de expediente, nos convites e nas publicações oficiais dos órgãos federais.

O Selo Nacional deve ser sempre utilizado para autenticar os atos de governo, assim como os diplomas e os certificados emitidos pelos estabelecimentos de ensino oficiais ou reconhecidos.

E o Hino Nacional deve ser tocado em solenidades oficiais do governo e pode ser ouvido também em competições esportivas, cerimônias de formaturas em colégios e no próprio hasteamento da Bandeira Nacional, além de outras ocasiões em que cada pessoa julgar necessário. 

Outros símbolos pátrios

bandeira do estado de pernambuco
bandeira do município de Bom Conselho

HINOS






Trabalhos 



segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Folclore

Cultura de um povo




VOCÊ SABE O QUE É FOLCLORE?
VOU LHE DAR A EXPLICAÇÃO:
É TUDO AQUILO QUE VEM DO POVO
QUE NASCE LIVRE NO CORAÇÃO.

TEM A LENDA DA MÃE D’ÁGUA.
TEM HISTÓRIA DO SACI,
DO CURUPIRA, VITÓRIA-RÉGIA,
DO CAIPORA, JURUPARI.

TEM CANTIGAS DE CRIANÇA.
TEM MODINHA, TEM LUNDU.
TEM MUITO SAMBA, BAIÃO E FREVO,
CATERETÊ, MARACATU.

OS DITADOS POPULARES
MOSTRAM O QUE O POVO SENTE.
“QUEM NÃO TEM CÃO, CAÇA COM GATO”.
“OLHO POR OLHO, DENTE POR DENTE”.

NOSSO POVO ADORA FESTA,
CORPO DE DEUS TEM PROCISSÃO.
NO CARNAVAL TEM BATUCADA
E TEM FOGUEIRA NO SÃO JOÃO.

MINHA TERRA TEM DE TUDO.
TEM ANGU, TEM MUNGUNZÁ.
TEM CARNE SECA, TEM RAPADURA.
TEM CURAU, TEM VATAPÁ.

TUDO ISSO, PODES CRER
FOI DO POVO QUE SAIU.
É DO FOLCLORE DA NOSSA GENTE, DA GENTE BOA DO MEU BRASIL!


Inicialmente foi feito a explanação sobre o conceito de folclore e seu significado dentro dos aspectos históricos em que vivemos, com o objetivo de valorizar a cultura de um povo para formação cidadã do nosso próprio contexto histórico, fazendo analogias do folclore brasileiro com alguns aspectos folclóricos do nosso município.

Um passeio no corredor do folclore









Lendas
As lendas são estórias contadas por pessoas e transmitidas oralmente através dos tempos. Misturam fatos reais e históricos com acontecimentos que são frutos da fantasia. As lendas procuraram dar explicação a acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais.
Os mitos são narrativas que possuem um forte componente simbólico. Como os povos da antiguidade não conseguiam explicar os fenômenos da natureza, através de explicações científicas, criavam mitos com este objetivo: dar sentido as coisas do mundo. Os mitos também serviam como uma forma de passar conhecimentos e alertar as pessoas sobre perigos ou defeitos e qualidades do ser humano. Deuses, heróis e personagens sobrenaturais se misturam com fatos da realidade para dar sentido a vida e ao mundo.
Algumas lendas, mitos e contos folclóricos do Brasil:
Boitatá
Representada por uma cobra de fogo que protege as matas e os animais e tem a capacidade de perseguir e matar aqueles que desrespeitam a natureza. Acredita-se que este mito é de origem indígena e que seja um dos primeiros do folclore brasileiro. Foram encontrados relatos do boitatá em cartas do padre jesuíta José de Anchieta, em 1560. Na região nordeste, o boitatá é conhecido como "fogo que corre".
Boto
Acredita-se que a lenda do boto tenha surgido na região amazônica. Ele é representado por um homem jovem, bonito e charmoso que encanta mulheres em bailes e festas. Após a conquista, leva as jovens para a beira de um rio e as engravida. Antes de a madrugada chegar, ele mergulha nas águas do rio para transformar-se em um boto.
Curupira
Assim como o boitatá, o curupira também é um protetor das matas e dos animais silvestres. Representado por um anão de cabelos compridos e com os pés virados para trás. Persegue e mata todos que desrespeitam a natureza. Quando alguém desaparece nas matas, muitos habitantes do interior acreditam que é obra do curupira.
Lobisomem
Este mito aparece em várias regiões do mundo. Diz o mito que um homem foi atacado por um lobo numa noite de lua cheia e não morreu, porém desenvolveu a capacidade de transforma-se em lobo nas noites de lua cheia. Nestas noites, o lobisomem ataca todos aqueles que encontra pela frente. Somente um tiro de bala de prata em seu coração seria capaz de matá-lo.
Mãe-D'água
Encontramos na mitologia universal um personagem muito parecido com a mãe-d'água : a sereia. Este personagem tem o corpo metade de mulher e metade de peixe. Com seu canto atraente, consegue encantar os homens e levá-los para o fundo das águas.
Corpo-seco
É uma espécie de assombração que fica assustando as pessoas nas estradas. Em vida, era um homem que foi muito malvado e só pensava em fazer coisas ruins, chegando a prejudicar e maltratar a própria mãe. Após sua morte, foi rejeitado pela terra e teve que viver como uma alma penada.
Pisadeira
É uma velha de chinelos que aparece nas madrugadas para pisar na barriga das pessoas, provocando a falta de ar. Dizem que costuma aparecer quando as pessoas vão dormir de estômago muito cheio.
Mula-sem-cabeça
Surgido na região interior, conta que uma mulher teve um romance com um padre. Como castigo, em todas as noites de quinta para sexta-feira é transformada num animal quadrúpede que galopa e salta sem parar, enquanto solta fogo pelas narinas.
Mãe-de-ouro
Representada por uma bola de fogo que indica os locais onde se encontra jazidas de ouro. Também aparece em alguns mitos como sendo uma mulher luminosa que voa pelos ares. Em alguns locais do Brasil, toma a forma de uma mulher bonita que habita cavernas e após atrair homens casados, os faz largar suas famílias.
Saci-Pererê
O saci-pererê é representado por um menino negro que tem apenas uma perna. Sempre com seu cachimbo e com um gorro vermelho que lhe dá poderes mágicos. Vive aprontando travessuras e se diverte muito com isso. Adora espantar cavalos, queimar comida e acordar pessoas com gargalhadas.

Parlendas
As parlendas são versinhos com temática infantil que são recitados em brincadeiras de crianças. Possuem uma rima fácil e, por isso, são populares entre as crianças. Muitas parlendas são usadas em jogos para melhorar o relacionamento entre os participantes ou apenas por diversão. Muitas parlendas são antigas e, algunas delas, foram criadas, há décadas. Elas fazem parte do folclore brasileiro, pois representam uma importante tradição cultural do nosso povo.


Alguns exemplos de parlendas:
Um, dois, feijão com arroz.
Três, quatro, feijão no prato.
Cinco, seis, chegou minha vez
Sete, oito, comer biscoito
Nove, dez, comer pastéis.
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Serra, serra, serrador! Serra o papo do vovô! Quantas tábuas já serrou?
Uma delas diz um número e as duas, sem soltarem as mãos, dão um giro completo com os braços, num movimento gracioso.
Repetem os giros até completar o número dito por uma das crianças.
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Um elefante amola muita gente...
Dois elefantes... amola, amola muita gente...
Três elefantes... amola, amola, amola muita gente...
Quatro elefantes amola, amola, amola, amola muito mais...
(continua...)
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– Cala a boca!
– Cala a boca já morreu
Quem manda em você sou eu!
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- Enganei um bobo...
Na casca do ovo!
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Fui à feira
Encontrei uma coruja
Pisei no rabo dela
Ela me chamou de cara suja
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Uma pulga na balança
Deu um pulo
E foi a França
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Era uma bruxa
À meia-noite
Em um castelo mal-assombrado
Com uma faca na mão
Passando manteiga no pão
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Chuva e Sol,
Casamento de espanhol
Sol e chuva
Casamento de viúva
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Tá com frio?
Toma banho no rio
Tá com calor?
Toma banho de regador
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Dedo Mindinho
Seu vizinho,
Maior de todos
Fura-bolos
Cata-piolhos.
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Rei, capitão,
soldado, ladrão.
moça bonita
Do meu coração


Cantigas de roda
As cantigas de roda, também conhecidas como cirandas são brincadeiras que consistem na formação de uma roda, com a participação de crianças, que cantam músicas de caráter folclórico, seguindo coreografias. São muito executadas em escolas, parques e outros espaços frequentados por crianças. As músicas e coreografias são criadas por anônimos, que adaptam músicas e melodias. As letras das músicas são simples e trazem temas do universo infantil.


Alguns exemplos de cantigas de roda:
Capelinha de melão
Capelinha de melão
É de São João
É de cravo, é de rosa,
É de manjericão
São João está dormindo
Não acorda, não
Acordai, acordai,
Acordai, João! 
Caranguejo 
Caranguejo não é peixe
Caranguejo peixe é
Caranguejo não é peixe
Na vazante da maré.
Palma, palma, palma,
Pé, pé, pé
Caranguejo só é peixe, na vazante da maré!
Atirei o pau no gato
Atirei o pau no gato, tô
mas o gato, tô tô
não morreu, reu, reu
dona Chica, cá cá
admirou-se, se se
do berrô, do berrô, que o gato deu, Miau! 
Ciranda cirandinha
Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar, vamos dar a meia-volta, volta e meia vamos dar
O anel que tu me deste era vidro e se quebrou
O amor que tu me tinhas era pouco e se acabou
Por isso, D. Fulano entre dentro dessa roda
Diga um verso bem bonito, diga adeus e vá-se embora
A ciranda tem tres filhas
Todas tres por batizar
A mais velha delas todas
Ciranda se vai chamar
Escravos de Jó
Escravos de Jó
Jogavam caxangá
Tira, bota, deixa o Zé Pereira ficar.
Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá
Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá.
A canoa virou
A Canoa virou
Pois deixaram ela virar
Foi por causa da (nome da pessoa)
Que não soube remar
Se eu fosse um peixinho
E soubesse nadar
Eu tirava a (nome da pessoa)
Do fundo do mar
Siri pra cá
Siri pra lá
(Nome da Pessoa) é bela
E quer casar



Dança

As danças sempre foram um importante componente cultural da humanidade. O folclore brasileiro é rico em danças que representam as tradições e a cultura de uma determinada região. Estão ligadas aos aspectos religiosos, festas, lendas, fatos históricos, acontecimentos do cotidiano e brincadeiras. As danças folclóricas brasileiras caracterizam-se pelas músicas animadas (com letras simples e populares) e figurinos e cenários representativos. Estas danças são realizadas, geralmente, em espaços públicos: praças, ruas e largos.

Principais danças folclóricas do Brasil

Samba de Roda

Estilo musical caracterizado por elementos da cultura afro-brasileira. Surgiu no estado da Bahia, no século XIX. É uma variante mais tradicional do samba. Os dançarinos dançam numa roda ao som de músicas acompanhadas por palmas e cantos. Chocalho, pandeiro, viola, atabaque e berimbau são os instrumentos musicais mais utilizados.

Maracatu

O maracatu é um ritmo musical com dança típico da região pernambucana. Reúne uma interessante mistura de elementos culturais afro-brasileiros, indígenas e europeus. Possui uma forte característica religiosa. Os dançarinos representam personagens históricos (duques, duquesas, embaixadores, rei e rainha). O cortejo é acompanhado por uma banda com instrumentos de percussão (tambores, caixas, taróis e ganzás).

Frevo

Este estilo pernambucano de carnaval é uma espécie de marchinha muito acelerada, que, ao contrário de outras músicas de carnaval, não possui letra, sendo simplesmente tocada por uma banda que segue os blocos carnavalescos enquanto os dançarinos se divertem dançando. Os dançarinos de frevo usam, geralmente, um pequeno guarda-chuva colorido como elemento coreográfico.

Baião

Ritmo musical, com dança, típico da região nordeste do Brasil. Os instrumentos usados nas músicas de baião são: triângulo, viola, acordeom e flauta doce. A dança ocorre em pares (homem e mulher) com movimentos parecidos com o do forró (dança com corpos colados). O grande representante do baião foi Luiz Gonzaga.

Catira

Também conhecida como cateretê, é uma dança caracterizada pelos passos, batidas de pés e palmas dos dançarinos. Ligada à cultura caipira, é típica da região interior dos estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás e Mato Grosso. Os instrumento utilizado é a viola, tocada, geralmente, por um par de músicos.

Quadrilha

É uma dança típica da época de festa junina. Há um animador que vai anunciando frases e marcando os momentos da dança. Os dançarinos (casais), vestidos com roupas típicas da cultura caipira (camisas e vestidos xadrezes, chapéu de palha) vão fazendo uma coreografia especial. A dança é bem animada com muitos movimentos e coreografias. As músicas de festa junina mais conhecidas são: Capelinha de Melão, Pula Fogueira e Cai,Cai balão.




Brincadeiras

As brincadeiras folclóricas são aquelas que passam de geração para geração. Muitas delas existem há décadas ou até séculos. Costumam sofrer modificações de acordo com a região e a época, porém, a essência das brincadeiras continua a mesma da origem.

Grande parte das brincadeiras folclóricas envolve disputas individuais ou em grupos. Possibilitam também a integração e o desenvolvimento social e motor das crianças.

A preservação destas brincadeiras é muito importante para a manutenção da cultura folclórica. Por isso, são muito praticadas, principalmente, durante o mês de agosto que é destinado ao folclore.

Jogos, brincadeiras e brinquedos do folclore:

- Soltar pipa: as pipas, também conhecidas como papagaios, são feitas de varetas de madeira e papel. Coloridas, são empinadas (soltadas) pelos meninos em dias de vento. Com uma linha, os garotos conseguem direcionar e fazer malabarismos no céu.

- Estilingue: também conhecidos como bodoques, são feitos de galhos de madeira e borracha. Os meninos usam pedras para acertar alvos (latas, garrafas e outros objetos). 

- Pega-pega: esta brincadeira envolve muita atividade física. Uma criança deve correr e tocar outra. A criança tocada passa  ter que fazer o mesmo.

- Esconde-esconde: o objetivo é se esconder e não ser encontrado pela criança que está procurando. A criança que deverá procurar deve ficar de olhos tapados e contar até certo número enquanto as outras se escondem. Para ganhar, a criança que está procurando deve encontrar todos os escondidos e correr para a base. 

- Bola de gude: coloridas e feitas de vidro, são jogadas no chão de terra pelos meninos. O objetivo é bater na bolinha do adversário para ganhar pontos ou a própria bola do colega.

- Boneca de pano: feitas pelas mães e avós, são usadas em brincadeiras pelas meninas para simular crianças integrantes de uma família imaginária.

- Pião: a brincadeira de pião ainda faz muito sucesso, principalmente, nas regiões do interior do Brasil. Feitos de madeira, os piões são rodados no chão através de um barbante que é enrolado e puxado com força. Muitas crianças pintam seus piões. Para deixar mais emocionante a brincadeira, muitos meninos fazem malabarismo com os piões enquanto eles rodam. O mais conhecido é pegar o pião com a palma da mão enquanto ele está rodando.


Trava-língua

Podemos definir os trava línguas como frases folclóricas criadas pelo povo com objetivo lúdico (brincadeira). Apresentam-se como um desafio de pronúncia, ou seja, uma pessoa passa uma frase díficil para um outro indíviduo falar. Estas frases tornam-se difíceis, pois possuem muitas sílabas parecidas (exigem movimentos repetidos da língua) e devem ser faladas rapidamente. Estes trava línguas já fazem parte do folclore brasileiro, porém estão presentes mais nas regiões do interior brasileiro.

Exemplos de Trava Línguas (devem ser falados rapidamente sem pausas)

- Pedro tem o peito preto, O peito de Pedro é preto; Quem disser que o peito de Pedro é preto, Tem o peito mais preto que o peito de Pedro.

- A vaca malhada foi molhada por outra vaca molhada e malhada.

- Um ninho de mafagafos, com cinco mafagafinhos, quem desmafagafizar os mafagafos, bom desmafagafizador será. 

- Há quatro quadros três e três quadros quatro. Sendo que quatro destes quadros são quadrados, um dos quadros quatro e três dos quadros três. Os três quadros que não são quadrados, são dois dos quadros quatro e um dos quadros três.

- Chupa cana chupador de cana na cama chupa cana chuta cama cai no chão.

- Pinga a pipa Dentro do prato Pia o pinto e mia o gato.

- O rato roeu a roupa do rei de Roma.

- Pinga a pia apara o prato, pia o pinto e mia o gato.

- O princípio principal do príncipe principiava principalmente no princípio principesco da princesa.

- Quico quer quaqui. Que quaqui que o Quico quer? O Quico quer qualquer quaqui.

-Três pratos de trigo para três tigres tristes.

- Luzia lustrava o lustre listrado, o lustre listrado luzia.

- Sabendo o que sei e sabendo o que sabes e o que não sabes e o que não sabemos, ambos saberemos se somos sábios, sabidos ou simplesmente saberemos se somos sabedores.

- Fala, arara loura. A arara loura falará.

- Se o Arcebispo-Bispo de Constantinopla a quisesse desconstantinoplizar, não haveria desconstantinoplizador que a desconstantinopllizasse desconstantinoplizadoramente.

- Atrás da pia tem um prato, um pinto e um gato. Pinga a pia, para o prato, pia o pinto e mia o gato.

- A vida é uma sucessiva sucessão de sucessões que se sucedem sucessivamente, sem suceder o sucesso...

- O Tempo perguntou pro tempo quanto tempo o tempo tem, o Tempo respondeu pro tempo que o tempo tem o tempo que o tempo tem.



Depois do passeio no corredor foram socializadas as temáticas expostas, e em sala de aula onde os jovens se dividiram em grupos para estudaram um pouco mais sobre as temáticas descritas acima, para apresentação no PALCO DA FAMA.





domingo, 23 de outubro de 2011

Família

Formação Familiar


O objetivo da temática levada para sala de aula é valorizar e respeitar a família independentemente de sua formação. Para isso em uma roda de conversa foi sondado como são formadas as famílias dos alunos do coletivo unijovem e percebi que a maioria dos lares apresenta a ausência do pai, dessa forma tivemos a oportunidade então de falar sobre os novos modelos de família presente na nossa sociedade e sua ressaltar a sua importância na nossa construção cidadã. 

Atividades:

Trabalho de recorte e colagem: Discutir e montar os modelos de família que temos hoje na nossa sociedade.






Leitura e interpretação da música: A grande família

Tivemos a oportunidade de conversar um pouco sobre a relação familiar de cada um, relacionando a letra da música com a realidade de cada jovem, onde alguns depoimentos foram citados.

A Grande Família 
Esta família é muito unida
E também muito ouriçada
Brigam por qualquer razão
Mas acabam pedindo perdão...
Pirraça pai!
Pirraça mãe!
Pirraça filha!
Eu também sou da família
Eu também quero pirraçar...
Catuca pai!
Catuca mãe!
Catuca filha!
Eu também sou da família
Também quero catucar
Catuca pai, mãe, filha
Eu também sou da família
Também quero catucar...
Que família, heim!!
Esta família é muito unida
E também muito ouriçada
Brigam por qualquer razão
Mas acabam pedindo perdão...
Pirraça pai!
Pirraça mãe!
Pirraça filha!
Eu também sou da família
Eu também quero pirraçar...
Catuca pai!
Catuca mãe!
Catuca filha!
Eu também sou da família
Também quero catucar
Catuca pai, mãe, filha
Eu também sou da família
Também quero catucar...
Esta família é muito unida
E também muito ouriçada
Brigam por qualquer razão
Mas acabam pedindo perdão...
Pirraça pai!
Pirraça mãe!
Pirraça filha!
Sou da famiia
Também quero pirraçar...
Catuca pai!
Catuca mãe!
Catuca filha!
Eu também sou da família
Também quero catucar
Catuca pai, mãe, filha
Sou da família
Também quero catucar...
Êta família!
Uma tem mêo de barata!
O outro tem mêdo de ladrão!
A filha só pensa no namorado!
Eh cumpade, não fala
De bôca cheia na mesa...

Produção da árvore genealógica e confecção dos cartazes, onde cada jovem teve a oportunidade de falar um pouco sobre sua família.